Os fatores de risco é a chance de uma pessoa que não está doente adquirir uma doença por estar exposta a fatores ambientais ou hereditários. Os que aumentam os riscos são denominados fatores de risco, os quais subdividem-se nos mesmos para várias doenças, como o tabagismo e nos que podem estar envolvidos na origem de uma doença. A união deles e a proteção em que as pessoas são submetidas pode reduzir a probabilidade de adquirir a doença. Eles podem ser encontrados no ambiente físico, ter carácter hereditário ou representar os hábitos culturais de uma pessoa.

Tabagismo

 O cigarro está ligado ao câncer de pulmão, garganta, boca e esôfago. O convívio com fumantes traz problemas futuros com o câncer, além dos problemas respiratórios que são recorrentes. Parar de fumar é uma atitude importante para prevenir diversas doenças e, principalmente, o câncer.

Hábitos Alimentares

Os alimentos ingeridos têm sido associados à incidência de câncer, entre eles o câncer de mama, cólon (intestino grosso) reto, próstata, esôfago e estômago.

Alguns tipos de alimentos, se ingeridos de forma gradual por um longo período, podem ser o motivo e o alimento para o crescimento de uma célula cancerosa. Eles devem ser consumidos moderadamente. Dentre os que devem ser evitados , estão inclusos os ricos em gordura como carnes vermelhas, leite e derivados, bacon, presunto, dentre outros.

Há os alimentos que possuem um elevado nível de agentes cancerígenos. Os nitritos e nitratos, usados para conservar alimentos como enlatados e embutidos, se transformam em nitrosaminas no organismo.

As nitrosaminas têm uma grande ação carcinogênica e são responsáveis pelos índices de câncer no estômago em pessoas que se alimentam de forma efetiva de enlatado. Os churrascos são atingidos pelo alcatrão, o mesmo encontrado em cigarros, que vêm do carvão e tem uma ação carcinogênica. O consumo excessivo de alimentos preservados no sal como a carne de sol está relacionado ao câncer de estômago.

O preparo dos alimentos influencia no risco de ter câncer. Deve-se adicionar menos sal aos alimentos e utilizar em maior quantidade temperos como alho, azeite e cebola. Métodos de cozimento que utilizam baixas temperaturas são recomendados, pois as altas temperaturas criam compostos que aumentam a incidência de certos tipos de câncer. Uma alimentação baseada em fibras também auxilia na prevenção ao câncer, apesar de não serem absorvidas pelo organismo, elas ajudam a regular o intestino reduzindo o contato do intestino com células cancerígenas.

Alcoolismo

O uso combinado de álcool e tabaco aumentam os riscos de câncer na faringe e laringe. Além disso, é o agente causal da cirrose hepática. Estudos comprovam que o tipo de bebida não é fator de maior ou menor dano: o agente agressor é o etanol. Essa substância produz alterações no sistema nervoso central e deve ser ingerido de forma moderada.

Hábitos sexuais

O comportamento sexual aumenta as chances de exposição a um vírus carcinogênico sexualmente transmissível. A promiscuidade sexual, falta de higiene e uma grande variedade de parceiros podem ser relacionadas a uma propensão ao câncer do color uterino. O HPV está relacionado ao câncer uterino, o vírus HIV associado a outros vírus pode causar câncer de língua e de reto, o vírus da hepatite B está relacionado ao câncer de fígado.

Medicamentos

Apesar da contribuição para o tratamentos de doenças, alguns medicamentos possuem efeito carcinogênico ou são indutores de certos tipos de câncer.

Fatores Ocupacionais

A falta de qualidade do ambiente de trabalho pode ser um fator importante para o câncer ocupacional. O câncer provocado de forma ocupacional atinge primeiramente os órgãos que têm contato direto com as substâncias cancerígenas, seja pelo aparelho respiratório ou pelo aparelho urinário.

Dicas para prevenir o câncer ocupacional:

- Remoção da substância cancerígena do local de trabalho;

- Uso rigoroso dos equipamentos de proteção individual ( máscaras e roupas especiais);

- Trabalho educativo para aumentar o conhecimento dos trabalhadores sobre as substâncias com que trabalham e os riscos de se expor a elas.

É necessário o incentivo do governo para a criação de leis que proíbam o uso e a exposição à substâncias que provoquem câncer, obrigando as empresas a informar a seus trabalhadores os riscos do ambiente de trabalho e mantendo um programa médico eficiente para oferecer aos funcionários.

Radiação Solar

No Brasil, o câncer de pele é o mais frequente. A radiação ultravioleta que vem do sol é o agente principal dessa característica. Com a destruição da camada de ozônio, os raios UVB têm aumentado a incidência sobre a Terra, causando, dessa forma, uma maior exposição ao sol e ao câncer de pele.

Deve-se evitar exposição ao sol sem proteção, com o uso de chapéus, óculos de sol e filtros solares durante uma atividade ao ar livre e evitar o sol nos horários em que os raios ultravioleta sejam mais intensos. Os filtros solares reduzem a ação dessa radiação; porém, nem todos os filtros solares oferecem a proteção completa contra os raios UVB e raios UVA. O real fator de proteção do produto varia conforme a quantidade de produto passada no corpo, a frequência da aplicação e a exposição à água. É recomendado que se utilizem filtros com fator de proteção de 15 ou mais.